"No verão, os mastros têm o brilho
intenso do sol e da água
E são como as tuas mãos:
levemente inquietas,
levemente acesas,
levemente inocentes.
Não sei o que procuro nos teus olhos.
Talvez uma pretérita adolescência.
Ou um mar.
Ou um barco feito ás ondas.
O que digo pode parecer paradoxal.
Encostada o passado,
o coração tornou-se-me tão frágil
e,simultaneamente tão cruel.
Mas os teus olhos,
os teus olhos perpetuam nos meus
a claridade das manhãs,
a chagada dos pássaros
e este estranho fascínio de te amar."
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